quarta-feira, 13 de julho de 2016

Homofobia x Criminalização


O que é a Homofobia para quem a pratica?

          Quando uma criança é indisciplinada e você diz "nossa, mas você é danadinha, hein?", a expressão 'danadinha' provavelmente não vai surtir nenhum efeito corretivo nessa criança porque na cabeça dela, ela está sendo vista como indomável e esse é o sonho de qualquer criança: poder fazer o que quiser sem ninguém para impedir suas vontades. A disciplina vem com a punição, o castigo, as proibições. Com os adultos não é muito diferente. Se você vive numa sociedade machista onde ser "monstro" é ser o fodão da academia, ser intolerante e preconceituoso é seguir a manada dos machos alphas que se auto-idolatram pelas suas atitudes imbecis para com os gays, não adianta rotular essas pessoas como "danadinhas" e querer que elas enxerguem o quão absurdo é o seu comportamento na sociedade. Não adianta chamar de intolerante, preconceituoso, monstro, quando essas expressões soam como elogios. O termo adequado para quem agride, espanca, mata homossexuais e pratica crimes de ódio desse tipo é CRIMINOSO e MARGINAL! E a punição adequada é CADEIA! Chamar de qualquer outra coisa é passar a mão na cabeça dessas pessoas e incentivar que elas continuem praticando crimes disfarçados de opinião. 
          Apenas nessa semana Salvador noticiou quatro casos de ataques a homossexuais em um dos bairros mais boêmios da cidade, sendo que um deles resultou na morte de um jovem. Até quando vamos prosseguir criando assassinos e estupradores em nossa sociedade, alimentados pelos personagens mais impunes que representam toda essa classe exterminadora? Simples: enquanto houver gente como Bolsonaro, Malafaia e Feliciano, fazendo todo tipo de declaração criminosa e não houver autoridade judicial competente o suficiente para punir esses líderes que mobilizam tanta gente conservadora. Enquanto isso, o Governo faz campanha anti-homofobia, como se o problema estivesse na falta de informação e não no incentivo que essas pessoas recebem todos os dias de autoridades políticas e religiosas que alienam cada vez mais a população. O fato é que as pessoas estão muito bem informadas sobre o que é direito de cada um, o que falta nesse país é exemplo de punição. Homofobia sempre vai existir no mundo inteiro, mas a forma como as pessoas respondem pelos seus crimes é que  muda em diversos países e é o que quase sempre determina quantas vezes alguém pode vir a pensar antes de cometer qualquer atrocidade. O Brasil, infelizmente, incentiva a violência contra homossexuais e não é à toa que está no ranking dos países que mais matam gratuitamente a classe LGBT. Se quisermos cortar o mal pela raiz, é preciso acabar com o FOCO de incentivo a essas práticas marginais, que são justamente os líderes políticos e religiosos. 

domingo, 19 de junho de 2016

Out in The Dark



Direção: Michael Mayers
Israel/EUA/Palestina, 2012


     Legalmente traduzido como "Além da Fronteira", esa es una belíssima película que retrata mais do que simplesmente um amor proibido, mas uma estória de amor entre um "advogato" israelense e um estudante palestino que se conhecem em um bar gay - sim, existem bares gays em Israel - e se apaixonam. Diante de todas as dificuldades por ser palestino e tentar estudar numa universidade em Tel Aviv (Israel), Nimr que enfrenta problemas com seu irmão mais velho descobre nos braços de Roy que existe vida além dos conflitos com sua família conservadora que não sabe da sua orientação sexual. 
     Esse filme não faz rodeios para abordar a rivalidade entre Israel e Palestina, nem suaviza a maneira como esses dois países lidam particularmente com a homossexualidade. Dessa forma, ele conforta o espectador nas cenas românticas e desespera nos momentos de perseguição. Em outras palavras, é um filme que prende a atenção e nos torna participativos por ser bastante realista. 
     É interessante fazer uma reflexão sobre como a homossexualidade é mundialmente intolerada. Não é uma realidade tão distante da nossa, apenas as formas como o preconceito é difundido que são distintas, mas na essência, o drama vivido por Nimr na Palestina é o mesmo vivido por milhões de jovens gays em todo mundo. Daí a importância de se ter uma política de Direitos Humanos que interceda pelo cidadão que não recebe qualquer tipo de apoio social. Nesse filme fica bastante evidente como é imprescindível a nossa luta pelos direitos LGBT, visto que ainda vivemos um retrocesso político em nosso país, mas que existem lugares ainda piores, onde a homossexualidade é criminalizada. Bom filme, recomendo! 



Spoiler nas próximas linhas, se você ainda não assistiu, não leia!


     No entanto, gostaria de fazer uma ressalva para o final decepcionante desse filme. Dentre todos os finais que poderiam ter sido escritos, imaginei que teríamos duas vertentes óbvias: ou uma morte trágica que nos deixaria sem chão, ou uma rota de fuga para que os protagonistas pudessem viver o romance proibido em outro país. Não vou entrar em detalhes sobre qual foi o final escolhido, só posso dizer que fiquei frustrado. Por esse critério, eu dou nota 8,0: um enredo bastante dinâmico com uma quebra de expectativa que não torna o filme necessariamente ruim, mas deixa a desejar na cereja do bolo.  

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Saúde x Estética


   
Escultura - Eliana Kertész
 Há alguns anos atrás era preciso muita determinação para conseguir uma requisição médica para realização de uma cirurgia bariátrica. Normalmente, pacientes com extremo caso de obesidade mórbida, que estavam correndo risco de morte, eram submetidos a um acompanhamento psicológico de um ano, antes do procedimento cirúrgico e também após, para que ele tivesse boas condições de lidar com as súbitas transformações que seu corpo sofreria em tão pouco tempo. Além disso, muita dieta, suplementação e acompanhamento nutricional constantes eram solicitados pra que o paciente pudesse suprir todas as deficiências do organismo. Os resultados são realmente impressionantes, mas outras intervenções cirúrgicas, na maioria dos casos, são necessárias para remover o excesso de pele que não retrai sua elasticidade, quando a gordura desaparece. Alguns efeitos colaterais são notórios, como queda de cabelo, rejeição a determinados tipos de alimentos, enjoos e até mesmo predisposição à dependência alcoólica, mas ainda assim era necessário a realização dessa cirurgia para salvar a vida de pessoas com problemas de saúde e automaticamente recuperar sua auto-estima.
     Hoje em dia a redução de estômago se tornou tão popular que virou um procedimento estético e qualquer pessoa que procure um profissional de saúde especializado, vai ser, até muitas vezes, orientada a engordar, pois não possui o peso mínimo ideal para realização da mesma. Não é mais tão rigorosa a fiscalização do processo de acompanhamento psicológico, tanto que alguns pacientes nem o fazem, alegando ser desnecessário e mesmo com todos os riscos pós-operatórios, é impressionante a quantidade de pessoas que estão insatisfeitas com o seu peso/corpo e recorrem à cirurgia de redução de estômago, devido à velocidade com que se obtém resultados visíveis, mesmo que sejam casos simples, solucionáveis com reeducação alimentar e muita determinação, o que levaria mais tempo. As pessoas não querem saber se vão ter determinadas complicações, elas querem resultado imediato, deseperadamente. O que elas não sabem – e não sabem por falta de orientação profissional – é que é um procedimento irreversível e exige uma alimentação regrada, prática constante de exercícios físicos e muita cautela, principalmente com ingestão de bebida alcóolica.
     
Escultura - Eliana Kertész
     O que me preocupa de verdade é ver amigos meus que se submetem a essa cirurgia e emagrecem, mas continuam com cabeça de gordo, com vícios alimentares e não respeitam os limites do próprio corpo, querem viver desesperadamente como se não houvesse amanhã, compensando o tempo “perdido” quando eram complexados. É muito delicado porque alguns até chegam a engordar novamente e toda a expectativa e investimento vão por água abaixo. Aí passam a ter transtornos psicológicos ainda maiores porque acreditaram que o único método que realmente acabaria com todos os seu problemas falhou e agora não têm mais ao que recorrer. Tudo isso por falta de orientação adequada. Conheço pessoas que foram gordas e conseguiram ter o mesmos resultados satisfatórios, apenas com dieta, exercícios físicos e reeducação alimentar. Determinação, que não necessita de mutilação, não debilita o organismo e não desenvolve uma série de transtornos obsessivos compulsivos. Sou contra a cirurgia bariátrica devido à forma como ela foi banalizada e porque existem maneiras mais saudáveis de se recuperar a auto-estima. O que falta é investimento do Governo, principalmente para com os profissionais de Educação Física que estão completamente prostituídos em academias desportivas, sem nenhuma valorização e reconhecimento e nutricionistas desempregados, ao invés de serem contratados para orientar a população a como ter hábitos alimentares saudáveis. E viva uma população mais "bonita" e mais doente.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Beleza Negra


Thaís Araújo, atriz
Bom... atualmente não tenho mais tanta paciência para novelas, mas quando se tratava de uma trama de Manoel Carlos, eu costumava prestar um pouco mais de atenção. Só que de uns tempos pra cá ele tem desaprendido a retratar o cotidiano, então resolvi desligar a TV e ir Viver a Vida! Tá, foi péssima essa, mas confesso que depois de Páginas da Vida eu já estava um pouco decepcionado com o “Maneco” e agora parece que ele surtou de vez e resolveu perder o foco da trama completamente. Enfim, gosto dessa proposta de retratar o cotidiano dramático e realista, sem esse “comedialismo” barato das telenovelas tradicionais, mas eu fiquei muito contente com o fato de a nova Helena ser uma mulher negra e assumida, que usa seu cabelo naturalmente crespo e se orgulha da própria beleza, sem se render aos mandamentos estéticos da cultura Européia. Só fico triste com a baixa repercussão que isso ainda causa nas mulheres negras, principalmente aqui na Bahia. Lembro quando a própria Taís interpretava a Alícia em A Favorita, a quantidade de meninas negras que aderiram ao novo cabelo da moda era impressionante. Uma verdadeira desgraça que a Globo, certamente, não sabia o mal que fez à humanidade! Era um tal de franja no meio da testa com cabelo alisado de chapinha que eu me arrepiava de vergonha quando entrava num ônibus e me deparava com aquelas meninas todas se sentindo verdadeiras réplicas da Taís Araújo. De certo modo caiu bem na Taís porque ela já é muito bonita e ainda estava aos cuidados da empresa. Não era só chegar em qualquer salão e meter uma tesoura na franja, depois alisar com formol e achar que tá bombando porque, né, vamo combinar que num é pra qualquer formato de rosto que um cabelo fica massa. Mas num tô aqui pra falar de moda, só quero enfatizar que Taís Araújo nunca foi tão bonita como agora nesse novo personagem e eu esperava que as menininhas que sofrem, esticando seus cabelos pudessem se redescobrir nessa nova proposta visual. Fico doente com essa beleza encubada e mal aproveitada dessas patricinhas que insistem em ter cabelo liso e não percebem que, às vezes o cabelo natural é muito mais bonito e mais compatível com o perfil de cada uma. Quando rola um megahair de outra textura então... nem vou comentar! Mas é isso que acontece quando a mídia contribui tanto contra a auto-estima de um país.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Irreversível (2002)


 Quando assisti Mysterious Skin (Mistérios da Carne – 2004) pensei que seria o filme mais polêmico que já tivera assistido. Com todas aquelas cenas de sexo, prostituição, violência e pedofilia classifiquei como um dos filmes mais pesados que já vi. No entanto, Irreversível conseguiu superar todas as expectativas de choque visual e emocional, sobre a violência e a capacidade do ser humano de ultrapassar seus limites de insanidade. Um filme sobre vingança e justiça (justiça com as próprias mãos). 

Apresentado oficialmente no Festival de Cannes, conquistou páginas de jornais e revistas por sua polêmica incomparável, com cenas impactantes e muito bem feitas, superando a ficção e dando ao espectador uma verdadeira noção de realidade e inconformismo, chegando até mesmo a incomodar.



     Trata-se da estória do casal Alex e Marcus - estrelando a apoteótica Mônica Belucci (Matrix) e seu marido, co-produtor da obra, Vincent Cassel – que se desentendem durante uma festa. Alex, então, resolve voltar para casa sozinha e é violentada por um homem, num túnel deserto do metrô. Ao sair da festa com Pierre, ex-marido de Alex, Marcus reconhece sua esposa sendo levada numa maca pelos paramédicos, quando então perde a cabeça e resolve ignorar o trabalho da polícia, buscando desesperadamente pelo estuprador, nas ruas da cidade.



Prostituição, transexualidade, homossexualidade, violência e cenas de nudez/sexo são protagonizadas com tamanha veracidade, que não se permitem censurar diante das câmeras (censura 21 anos). Mas NADA supera Cassel nu e cru, para ser apreciado de todos os ângulos! Vale a pena.



quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Goldfish Memory (2003)




     Não se fazem mais comédias românticas como antigamente. Pelo menos quando nos baseamos na pobreza da biblioteca cinematográfica hollywoodiana, onde todos os récordes de bilheteria vão para os "American Pie" e "Todo Mundo em Pânico" da vida, que só focalizam o sexo adolescente como fonte de riso. Americano é realmente limitado demais pra ser parâmetro quando - graças a Deus - ainda temos a riqueza européia para salvar o cinema no mundo. E Goldfish Memory é uma comédia irlandesa, inteligente, que aborda sutilmente o amor e a sexualidade sem apelar para o infantilismo americano, e ainda leva músicas de Tom Jobim em sua trilha sonora!


     Tom é um professor que gosta de conquistar as alunas comparando a capacidade de amar dos humanos com a mente dos peixinhos dourados, que só possuem três segundos de memória e, rapidamente, esquecem o momento anterior. A cada volta no aquário, tudo torna-se novo e é como se ele até tivesse vendo o outro peixinho pela primeira vez! "A cada novo namoro vive-se o amor como da primeira vez", diz ele. Tudo é novo e excitante, esquecendo-se as mágoas e decepções passadas. Com esta teoria, Tom conquista muitas meninas e é por isso que sua namorada, Clara, o encontra beijando Isolde. Clara vai então se consolar com Angie, uma jornalista lésbica que, quando esta aventura acaba, se consola com Red, seu melhor amigo gay. Red, por sua vez, se apaixona por David, um heterossexual com problemas de relacionamento que acaba o correspondendo, descartando sua namorada - que vai se apaixonar perdidamente por um dos amigos de Tom. E assim, numa ciranda, todos estes jovens habitantes de Dublin se apaixonam, se decepcionam e depois... começam tudo de novo! Dirigido por Elizabeth Gill, eis um filme que vale à pena assistir - veja o trailler no Youtube - e você pode encontrar em qualquer locadora, detestavelmente intitulado em português como "Todas as Cores do Amor".



quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Sonorização 3D

Você já ouviu falar em sonorização 3D? É uma técnica de altíssima qualidade de áudio que dá uma sensação de realidade ao ouvinte. Experimente nesse blog, um corte de cabelo virtual! Você vai se sentir numa cadeira de uma barbearia, mas só funciona com fones de ouvido, hein? E pra quem não entende "PN" de inglês, feche os olhos e faça de conta que está visitando alguma cidadezinha norte-americana e tudo que você sabe é que o cara vai cortar seu cabelo. Fica ainda mais emocionante!
Muito BOM!
Veja outros modelos aqui.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Sim, mas...


Detesto escrever sobre filmes, mas continuando minha sessão cinema na madrugada, hoje assisti dois muito bons e quando dei por mim, o dia estava amanhecendo. O primeiro foi um drama francês, que possivelmente não deve estar nas locadoras, mas vale à pena procurar: "Sim, mais... (Oui, Mais...)" de Yves Lavandier nos faz retornar aos tempos de adolescente, quando todos os nossos problemas parecem insolucionáveis e as pessoas ao redor só nos olham com cara de "você não tem do que reclamar, pois é feliz e não sabe". É fato que adolescente exagera mesmo na dose, mas não é fácil viver numa fase de descobertas, quando não estamos preparados para o novo, ainda mais quando tudo é novidade. E o filme penetra na mente do espectador, traduzindo essa relação do jovem com o mundo, nos fazendo entender por que na maioria das vezes o adolescente se comporta de forma tão defensiva/agressiva.


O fato é que o universo do adolescente é paralelo e não existe uma conexão direta que possa proporcionar a interação com o adulto, sem gerar atrito. O adulto está sempre querendo limitar, por imposição e de forma impaciente para mostrar o que está errado numa determinada situação, enquanto o adolescente está sempre querendo se expandir, movido pela vontade e pela curiosidade da experiência. A estória é sobre a jovem Eglantine Laville, interpretada por Émilie Dequenne, que enfrenta esses problemas da adolescência. Tem um pai mulherengo e uma mãe alcoólatra, que são ausentes e não param de brigar, e um namorado dois anos mais velho, que se acha sexualmente maduro, enquanto ela é virgem e não tem coragem de se entregar. Tudo isso leva Eglantine a procurar por um psicólogo que tenta ensinar a ela que esses “problemas” não passam de dilemas enfrentados por quase todos os adolescentes. É bastante interessante e ainda conta com a participação do gracioso Cyrille Thouvenin num papel cativante.


O filme também adentra no universo da psicologia, abordando o mito de que terapia é coisa para loucos. De forma sutil, ele vai quebrando esses preconceitos no desenrolar da trama, mostrando como a terapia pode ajudar o ser humano a se descobrir e se aceitar como pessoa e como isso vai proporcionar uma melhor qualidade de vida, em harmonia com o mundo ao seu redor.


A outra pérola da noite foi "O Despertar de Uma Paixão (The Painted Veil)" com a apoteótica Naomi Watts (King Kong, O Chamado II), em sua brilhante atuação com Edwart Norton. A infidelidade é sem dúvidas um dos maiores tabus da sociedade contemporânea e o filme retrata de forma tocante como a mágoa, o orgulho e a decepção podem bloquear um sentimento de afeto entre duas pessoas, levando-as a um comportamento completamente inusitado, diferente dos verdadeiros desejos inconscientes, só que em 1934.
Enfim, já virou um clichê resenhar sobre esse filme. Parece que todos os blogs do mundo tecem os mesmos comentários a respeito e por isso vou me abster. Porém de todos que li, tiro meu chapéu para "Le Pedrit" que fez uma maravilhosa defesa.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Monogamia Animal



Num papo cabeça com meu brother Lucas, numa plena falta do que fazer, num domingo à noite, no msn:

Eu: Pinguins são tão bonitinhos, né?
Ele: Muito! Eu mesmo, quando vi o filme (A Marcha dos Pinguins) quis me casar com um.
Eu: Menos, Lucas, beeeeem menos!
Ele: Não pela beleza...
Eu: Sério? Eu jurava que fosse pela beleza!
Ele: Mas por eles serem animais tão dedicados, carinhosos e fiéis em tudo!
Eu: Mas qual é a graça de não ser fiel no mundo animal? Porque um pinguim vai trair o seu parceiro com outro pinguim que tem a mesma cara? ¬¬

E é verdade. Já tinha parado pra analisar uma vez, quando assisti um documentário sobre os golfinhos que dizia que eles são monogâmicos também. Uma vez morto um parceiro, a fêmea seria viúva pelo resto da vida e aquela pobre família estaria destruída. Mas por que uma "golfinha" o trairia com um golfinho que é A CARA do seu marido? Desempenho sexual? Acredito que não. Até porque já assisti uma cena de acasalamento entre golfinhos e nunca vi nada tão sem graça! Ponto para os macacos! :P
E por falar em macacos, você sabia que as macacas são as maiores fornicadoras da face da Terra? Quando uma macaca fica grávida, ela é obrigada a viver sempre como guardiã dos seus filhotes porque os outros machos do bando tendem a agredir e até matar filhotes que são de outro macho. Então, inicialmente, ela esconde a gravidez, depois esconde bananas em um local ultra-secreto por uns dias para que entrem em fermentação alcoólica e sirvam como sedativo para embebedar seu macho dominante. Assim que a penca é servida como agrado ao maridão, este mergulha em um sono profundo - bêbado, diga-se de passagem - e ela sai para transar loucamente com todos os outros machos do bando e assim ninguém sabe ao certo quem é o pai da criança. Resumindo: você agrediria um filho que pode ser seu?

Ok, chega de Discovery Channel por aqui.

Feira de Santana tem...

Monumento ao Caminhoneiro, Feira de Santana
O que você acha que não tem em Feira de Santana? Duendes? Feira de Santana tem; Carroças no semáforo? Feira de Santana tem; Encontro Regional do Arrocha? Feira de Santana tem; Prostituição Infantil? Feira de Santana tem; Rapto de menores para turismo sexual na Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo? Feira de Santana tem; Monumento ao caminhoneiro? (esse merece ênfase porque a prefeitura investiu milhões para o maior monumento público do norte-nordeste, mas enfim...) Feira de Santana tem! Tudo isso porque Feira é entroncamento rodoviário, ou seja, tudo que é desgraça que passa pela BR324, pára em Feira antes de seguir viagem. Até os acidentes que acontecem nas proximidades - Cachoeira, São Félix, São Gonçalo, Serrinha, Irará (etc) - são encaminhados para o HGCA (Hospital Geral Cleriston Andrade). A única coisa que estava faltando em Feira, já não falta mais: diretamente from United States of America com adaptação para o mercado sertanejo, Feira agora está aderindo à moda dos Skin Heads! Isso mesmo, agora Feira também dispõe de grupos de extermínio social, com direito a cabeça raspada e soco inglês.
Uma estudante de História da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) foi perseguida na semana passada, por volta das 22h, quando voltava andando de uma apresentação de teatro no Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA). A jovem, que não quis ser identificada, disse que foi perseguida por dois rapazes armados com pedaços de pau e outros objetos cortantes: "Eu estava indo encontrar outros amigos na praça de alimentação da Av. Getúlio Vargas, quando avistei um grupo de rapazes parado na esquina, todos com cabeça raspada e armados com facas e pedaços de pau. Antes que eu pensasse em voltar, dois deles vieram correndo e gritando atrás de mim e por sorte não me alcançaram. Eram todos visivelmente jovens, adolescentes e um deles era negro."

Mas espera um pouco, negros podem ser skinheads? Achei que os skinheads discriminassem tudo! Pois é, meus amigos, Feira de Santana tem! Só essa semana foram mais de cinco casos de perseguição por skinheads na Av. Marechal Deodoro e pra quem curte se arriscar andando pelas ruas da cidade tarde da noite, aí vai uma dica: eles não gostam de suspensórios.